QUAL A IMPORTÂNCIA DE UM CURSO SUPERIOR?

Muitas vezes os jovens se deparam numa indecisão: fazer ou não fazer um curso superior? Ou se fizer, qual seria mais adequado?

Alguns estreantes universitários escolhem seus cursos por conta dos salários, outros optam em fazer, além da graduação, mestrado e até mesmo o doutorado para Facilitar sua entrada no mercado de trabalho. Isso é o que indica uma pesquisa feita pelo IBGE, em que o número de jovens brasileiros entre 18 e 24 anos matriculados em cursos superiores dobrou nos últimos dez anos. No ano passado, 13,9% da população nessa faixa etária estava matriculada em uma faculdade, contra 6,9% em 1998.

Alguns dos fatores que têm contribuído para este aumento são os projetos que facilitam o acesso à faculdade, como o ProUni, e sistemas de financiamento, como o Fies, além do EaD (ensino à distância).

No passado, a atualização profissional era optativa. Aqueles que completavam o ensino médio preenchiam também a vaga daqueles que faziam cursos superiores. As oportunidades eram diferentes e o conhecimento adquirido durava mais. Mas este panorama mudou muito desde então. A globalização e o desenvolvimento tecnológico transformam constantemente o ambiente de trabalho, de forma que hoje não há dúvidas de que "estudo" e "formação" não são apenas uma etapa da vida, mas sim uma característica permanente de toda a carreira.

Assim o curso superior deixou de ser uma opção para ser também uma condição e uma necessidade dentro da profissão.

De um modo geral, o ensino superior é mais abrangente, trabalha com o todo, ao contrário do que ocorre nos cursos técnicos. Por isso que ele é mais demorado, pois inclui normalmente estudos, investigação, trabalhos práticos e, ocasionalmente, atividades sociais realizadas no âmbito da instituição de ensino superior. E depois, ainda há a possibilidade de fazer uma especialização.

Há três tipos de curso superior: presencial, semi-presencial e à distância. O presencial é o dos cursos regulares, em qualquer nível, onde professores e alunos se encontram sempre na mesma sala de aula. É o ensino convencional. O semi-presencial acontece em parte na sala de aula e outra parte à distância, através de tecnologias. Já a educação à distância pode ter ou não momentos presenciais, mas acontece fundamentalmente com professores e alunos separados fisicamente no espaço e ou no tempo, mas podendo estar juntos através de tecnologias de comunicação.

ENSINO À DISTÂNCIA

Como já foi citado anteriormente, EaD pode ser definida como o processo de ensino-aprendizagem mediado por tecnologias, onde professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente.

O ensino a distância tem como vantagens: oportunidade de formação adaptada às exigências atuais, às pessoas que não podem freqüentar as escolas tradicionais; permanência do aluno em seu ambiente profissional, familiar e cultural e o aluno aprende no seu tempo, sem ser atropelado nas matérias.

De acordo com o MEC, no ensino superior e na pós graduação, a educação a distância no Brasil vem aumentando gradativamente. Em três anos o número de alunos aumentou 356%, sendo que 73% estão em escolas particulares. Regina Helena Ribeiro, núcleo de tecnologia do SENAC – SP, afirma: “Talvez hoje a educação presencial não dê conta de algumas exigências de conhecimento que precisam ser passadas de forma rápida e com qualidade e que primeiramente não está sendo realizada. A educação a distância foi criada para ser uma aliada da educação presencial”.

Estudar longe do corpo docente requer um elevado índice de compreensão, disciplina e determinação para alcançar os limites desta nova era educacional.

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“A concentração passa a ser sua melhor sala de aula” (Jorge Abud, gerente em desenvolvimento de produto).

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Depois de ter pesquisado um pouco sobre o curso superior, vamos conversar com quem realmente entende do assunto, como é o caso de Fabina Böhm Gramkow, mestre em Administração de empresas e professora universitária de graduação e pós-graduação.

Bauhaus: Como você analisa a relação entre o mercado de trabalho e o curso superior?

Fabiana: Para os profissionais que, além do curso superior, investem em cursos de idiomas, e que procuram uma experiência profissional focada na área envolvida acabam sendo melhor sucedidos.

Bauhaus: Qual área em que há maior evasão de alunos e qual em que há a menor?

Fabiana: Vemos que a área de Ciências Humanas possui uma evasão maior em função de salários baixos e poucas oportunidades, infelizmente, verificados nesta área. A menor é na área da saúde e nas sociais e aplicadas, por conta da relação direta com as oportunidades no mercado de trabalho.

Bauhaus: Na sua opinião, o que atrai os alunos para fazerem uma educação superior?

Fabiana: Uma valorização a médio e a longo prazo, complementando assim a oportunidade do curso técnico, que é de curto prazo. Desta forma, é muito oportuno ter uma formação técnica e, posteriormente, uma formação superior.

Bauhaus: É uma boa escolha fazer um EaD?

Fabiana: Depende. Se a pessoa não tiver nenhuma outra oportunidade, talvez esta seja a única. Mas a pessoas podendo optar, o ensino presencial consegue ainda dar uma formação mais substancial ao acadêmico, além de possibilitar a interação e o network (rede de contato) com outros profissionais interessantes.

Bauhaus: O que é melhor: curso profissionalizante ou graduação?

Fabiana: Como já comentei anteriormente, penso que eles são complementares, enquanto o primeiro tem uma aplicabilidade a curto prazo, o segundo possibilita que o mercado de trabalho se amplie, inclusive em termos salariais, em médio e longo prazo.

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http://guiadoestudante.abril.com.br/ & http://siteprouni.mec.gov.br/

São alguns links interessantes para quem está pensando em entrar na faculdade, ou está em dúvida que carreira seguir.

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